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Mea Culpa
Povo, errei o endereço: Meu novo blog está aki http://doabsurdoaosuicidio.blogspot.com
Valew!
La Verité, the true ou a verdade!

Aviso de Despejo: Venho por meio desta informar que fui despejado do
meu apê aki. Aham, meu email está com o pescoço na guilhotina e preferi
a eutanásia. Sim, porque as vezes medidas drásticas são necessárias.
Agora eu moro aki: http://doabsurdoaosuicidio.blogspot.com Por favor,
apareçam lá! Abraços. Os posts já criados continuam passíveis de
consulta e visitação. Foi incrível blogar aki mas tema será ótimo lá,
se vocês estiverem comigo, sempre...
Da sensação de morrer e voltar!
Hoje vinha da casa de um amigo pra casa da minha sobrinha muito especial e lendo Nietzsche e divagando em existencialismos quando penso: "Estranho, eu já morri e voltei tantas vezes". Da estação Luz (não é a luz no fim do tunel, rs!) até Santana rolou um flashback todo hollywoodiano em busca do meu primeiro retorno da morte! Não, nunca vi a morte como um tema macabro não! Acho que o homem do Ocidente deveria ser menos descontrol com este tema que é tão natural quanto perder os dentes de leite ou ter uma fratura exposta (deve doer, felizmente não o digo por experiência própria).
As coisas são muito enigmáticas as vezes. Por isso acho que Deus existe! Sim porque Ele não pode ser uma grandeza inteligível, apenas contemplado, admirado, louvado...Voltando: a primeira vez que eu morri foi uma sensação muito transcendental e ao mesmo tempo surreal, quase assim onírica. A arte de um modo geral sempre exerceu grande atração em mim. Eu moro ao lado da casa de uma bailarina, a propósito uma prima minha que se chama Fabiana e era bailarina. Eis que um dia, eu com os meus longos e bem vividos 8 anos subi no muro apos ouvir o som convidativo de um gravador de pilhas. Era um clássico. Mozart, Beethoven, Bach ou algo que a minha erudição da primeira década de minha existência não permite precisar. Fui enlevado pelos suaves movimentos da dançarina que sincronizavam perfeitamente com a música que ecoava ao fundo, doce, éterea, passional! Eis que acontece a grande tragédia: A madeira que sustentava meus prováveis 15 kilos cedeu me fazendo ficar pendurado pelo pescoço em uma coluna de ferro. Fiquei com tontura e já com saudade da minha mãe (seria isso a questão freudiana do complexo de Édipo?) em alguns milésimos de segundos após várias sinapses cerebrais eu lembrei em agarrar o muro novamente! Eis aí minha salvação. Atônito não sabia mais o que fazer. Gritar ao mundo "Estou vivo, a vida é bela"? Esperar acabar aquele espetáculo gratuito embora roubado e com a astúcia dissimulada que apenas voyeurs possuem? Eu voltei pra vida e pra minha mãe! Após ver meu pescoço marcado me cobriu de beijos e recomendações puramente maternas. E eu vivi de novo. E estou vivo há 23 anos.Claro que a vida sempre se encarrega de nos matar e nos trazer de volta a nota. Figurada ou literalmente nenhum ser humano escapa a esta regra...
Anacrônico ( ou Porque tudo passa... )

06 de Janeiro de 2003
Estamos no ano de 2003 já e a principal mudança da minha vida será deixar de ser covarde e me aceitar do jeito que sou sem querer mudar o que penso, pareço ou vivo!
Agora já era, vou aceitar as conseqüências dessa vida podre e falsa que as pessoas insistem em embelezar exteriormente. Já que todos querem que eu assuma minhas responsabilidades, pois bem, vou fazê-lo.
Nesta ano novo quero ser simplesmente eu mesmo, fazer tudo que eu quiser sem ficar com medo do que os outros podem pensar! Porque não tem nada mais foda do que se arrepender de uma parada que não foi feita...Concluo este diário com estas palavras que farão eu sofrer um pouco mas me libertará: Gostei de escrever meus sentimentos, emoções, e frustações no ano passado, porém não sei se vou continuar fazendo isso... Termino como tudo de ser terminado. Fim
(Texto escrito há alguns anos, encontrado em um diário. Relembrei que fui um adolescente bem igual aos outros)
2007: Um ano tipo assim muito irado!

Acabou gente! 2007 acabou Puf! Puf! Puf! (barulho de fogos). Eu tenho o prazer de vir aki agradecer a todos que colaboraram com o meu blog! A melhor coisa é saber que mesmo num país onde ainda há muito o que consertar existe vida inteligente. Isso é tri animador.
Pra mim foi um ano incrível: Consegui finalmente passar em uma universidade pública, chorei um pouco mas ri demais. Cai na rua mas me equilibrei durante 12 meses. Ajudei pessoas e recusei outras! Me encantei com a existência e tive ímpetos de sumir de mapa, jogar tudo pro alto!
As coisas mais incríveis que aconteceram este ano foram:
Ver shows de bandas legais tipo Ludov e Pitty, Ir bastante ao cinema e ver coisas alternativas, Comprar meu I-pod (pra um viciado em música isso significa muito), Namorar bastante (quebrei meu recorde de 3 meses), Conhecer Espinosa, Adorno, Horkheimer, Hume que são caras muito firmeza!
Mas o mais importante mesmo é olhar pra trás sem arrependimentos, sem mágoas nem ressentimentos. Claro que manés insistem em aparecer na nossa vida, mas de certo modo isso também rende mais assunto, não? O barato é o contigente: Quão monótona seria a vida se soubéssemos de tudo e de todos!
Eu abandonei meu emprego: Dedicar-me-ei (quase que) exclusivamente à vida acadêmica, continuar com o estágio em Inglês e escrever um projeto de iniciação científica. Farei a minha parte. Vou conquistar tudo o que eu quero!
Sei que vou. Ah e também tenho novas idéias para o Blog, receio que vocês gostarão! Aliás, de Natal eu também ganhei um lay novo da Thaís (mynothing.zip.net), muito linda ela. Eu desejo a todos um Feliz 2008! Que todos nossos sonhos se realizem. Que seja um ano bem da hora para nós todos, que possamos rir da existência, que continuemos inconformados com o mundo, que nos revoltamos com a opressão, que continuamos tentando entender as coisas e nós mesmos.
São os mais honestos votos de Wagner Tavares!

Então é Natal, o que você fez? Fui ao cinema!
Dezembro ou aquele-mês-onde-tudo-acontece-igual
Meu pé estranho, meu i-pod e a casa do Vi!
Um Cara Estranho
Gente, vocês já repararam que eu nunca expliquei assim (cyber) publicamente a origem de cara estranho? Quis dizer do nick e não do sujeito? Então, dá pra perceber que eu sou uma pessoa mais instrospectiva, centrada e observo como ninguém o mundo ao meu redor.
No entanto quando eu era guri eu era extremamente tímido e a minha auto-estima estava tipo, 876.0653.00 metros abaixo do nível do mar. O único objetivo meu era mesmo entrar na parede.
Quando eu passei para a oitava série eu troquei de escola; passei do ensino público para o particular, pois meu pai se aposentara e queria que eu tivesse uma educação mais rígida porque como ele sempre disse "você não nasceu pra trabalho pesado, tem que ficar numa mesinha com um computador". Meio irônico, meio profético agora mesmo eu estou trabalhando em um computador em uma mesinha.
Voltando ao nick. Esta personalidade quase que taciturna me deixava sempre meio isolado do mundo e distante de tudo; não tinha amigos no colégio, não era popular, nunca pegava sol e ao invés de fazer educação física eu fugia para a biblioteca e lia revistas de atualidades. Foi assim que surgiu o "cara estranho". Como um ponto de referência, uma piadinha de garotos inseguros de classe média e de toda a esfera sarcástica e cruel que ronda a adolescência.
Depois de um tempo eu realmente cresci: fiz teatro, virei cara de pau, voltei ao normal, hoje falo com todo mundo, tenho muito amigo legal por perto, me amo, sei que sou único e por isso preciso ser eu mesmo! E até falo bem nos seminários da faculdade. O mais recente, sobre Rousseau, foi bastante elogiado.
Ai veio também Los Hermanos com a música cara estranho que eu acho que dialoga muito, não só comigo mas com o homem contemporâneo aqui do Ocidente como um todo.
Voilà! Foi isso! Achei bem legal e acabou pegando!
Talvez isso seja o legal da existência: o próximo segundo é improvável! E o ano que vem? E a década que vem? E o século? Se eu ainda estou vivo é porque eu cresço, eu amo, eu estudo e eu cresço. E eu blogo, e vocês comentam. Isso é show de bola!
foto de "Lírios d'Água"
Da paz que eu tanto quero?
Paz. Eu vi no blog do Marcelo que está rolando uma blogagem coletiva cuja tema é a paz. Mesmo com uma monografia, um seminário escrito, um outro trabalho de medieval e mais um de inglês
eu só fico em paz quando vejo meu blog atualizado. Sabe que eu acho que nem lendo toda a biblioteca de Alexandria eu descobriria se haveria paz entre os homens aki neste planeta?
Porque não, o problema do mundo não é o aquecimento global, não é o real, não eh o Fernando Collor de Melo não foi a ditatura militar e nem foi o D. Pedro II. A problemática toda é muito anterior. Até onde eu li essa guria que atende pelo menos de paz é discutida há 23 séculos e começou lá na Grécia clássica!
O que mostra a História? Mostra que desde que o mundo é mundo a coisa é assim bagunçada. Mostra que imperadores pisaram no pescoço do próprio pai na ânsia pelo poder. Mostra que a religião era uma instituição muito mais financeira do que instrumento pra exercício da fé. E se nós voltarmos para a Natureza? Ela é harmônica ou desarmônica? Estava certo o autor que diz que o homem civil deve retomar valores de um homem natural ou aquele que diz que na natureza o que vale é a potência, o conatus como se diria em latim, ou ainda aquele que diz "O homem é o lobo do homem" ?
E como idenficá-la? Quando tudo está sob controle nós temos a paz ou a inércia? O brasileiro é pacifista? O homem é passivo? Eu sou voltado naturalmente à paz ou a guerra? E todos esses sentimentos que se debatem no meu kbeção? E o Id, e o Ego e o SuperEgo? Freud explica?
Será que a paz é este elemento tão assim mágico que a gente só encontra em outro plano? E o fatídico "Descanse em paz" quando alguém se vai? E se a paz for uma daquelas palavras cada um apreende de um jeito diferente? Porque eu também descobri que ela vem do latim, era pax!
É assim mesmo, quase cético que eu termino este post. Pra mim, à medida que a vontade do homem é infinita a paz se torna inatingível! Enquanto o Estado for administrado por homens a paz é um tesouro perdido. Fiquem em paz (ou não).
Para ouvir: Dorme em Paz - Ludov
A história é nova; o tema é muito antigo!

* Este foi o texto publicado dia 24/10 pela Folha de São Paulo